Estudante de medicina consegue medida protetiva após ataques de colega, em Goiânia
29/04/2026
(Foto: Reprodução) Estudante consegue medida protetiva após ser intimidada e ter pneu do carro furado
Uma estudante de medicina conseguiu uma medida protetiva após sofrer ataques de um colega, em Goiânia. Em depoimento divulgado pela TV Anhanguera, a estudante informou que os ataques começaram há dois meses. Um vídeo mostra o colega furando o pneu do carro da estudante (veja acima).
Como o nome do colega não foi divulgado, a reportagem não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Em nota ao g1, a PUC Goiás disse que adotou providências pedagógicas e administrativas em sintonia com a decisão judicial (leia nota completa abaixo).
Em entrevista à TV Anhanguera, o pai da estudante, que não quis se identificar, afirmou que a filha está sendo alvo de misoginia. O pai ressaltou que a filha tem tomado decisões que desagradam o colega.
“Dessa forma, ela tem se sentido perseguida porque ele a ofende, xinga e usa palavras de baixo calão”, contou.
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Estudante de medicina consegue medida protetiva após ataques de colega, em Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
Difamações
No depoimento, a estudante, que não teve o nome divulgado, disse que o colega a difamava chamando a ela de arrogante e prepotente. Ela relatou que, quando estão em aula, o colega a encara fixamente, como se estivesse tentando intimidá-la.
Estudante de medicina que conseguiu medida protetiva contou que ataques começaram há dois meses, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Segundo a estudante, as situações se intensificam quando o colega discorda das informações repassadas por ela, que é representante de turma. Ao temer por sua integridade física, a estudante relata que deixou de ir para a faculdade, adoeceu e foi mal nas provas (veja prints).
Estudante de medicina que conseguiu medida protetiva contou que chegou a passar mal, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Regras e proibições
A Justiça determinou uma série de regras que o colega precisa seguir. Ele está proibido de se comunicar com a estudante e seus familiares, tanto presencialmente quanto por redes sociais. O colega também está proibido de se aproximar dela a menos de 300 metros.
Em aula, o estudante está proibido de realizar qualquer gesto que possa ser interpretado como intimidação. O documento ainda destacou que qualquer comunicação ou provocação no ambiente acadêmico resultará na revogação da medida e na possível prisão do colega.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para mais informações sobre o caso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Nota da PUC-GO
Assim que a universidade tomou conhecimento dos fatos envolvendo dois estudantes do curso de Medicina, adotou imediatamente providências pedagógicas e administrativas, em sintonia com a decisão judicial, que modulou as medidas cautelares, aplicando o princípio da proporcionalidade.
Enquanto acontecem as apurações na universidade e na justiça, a PUC Goiás, em razão de sua identidade cristã e de sua missão pedagógica, conclama toda a comunidade a ser vigilante contra qualquer forma de violência e a adotar posturas construtivas de paz, "porque a educação não avança com a polêmica, mas com a mansidão da escuta" (papa Leão XIV, Carta Apostólica “Desenhando Novos Mapas de Esperança, 2025).
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